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| Política e Legislação Política do Estado para Ciência e Tecnologia Ciência & Tecnologia, como atividade-meio, visa desenvolver
conhecimento, bens e serviços e tem sido objeto de atenção institucional.
A atividade-fim são os bens, os conhecimentos e os serviços que serão
incorporados pela sociedade, pela produção, pelo setor produtivo, pela
área social, enfim, por toda a sociedade. As políticas públicas de ciência e tecnologia, implementadas
vem cumprindo o papel de criar uma base técnico-científica estadual que, aliada
a política de ensino superior, mantendo e inovando em Ciência e Tecnologia. Iniciativas interessantes vem sendo implementadas em nível nacional e estadual, como por exemplo, a formação de parques tecnológicos, de incubadoras de empresas, fundamentadas em parcerias públicas nas esferas municipal, estadual e nacional, com financiamento específico. O Governo do Paraná tem buscado aproximar o setor produtivo com a produção do conhecimento das IES e Instituições de C&T, para o desenvolvimento de projetos estratégicos apoiados pelo Fundo Paraná. A pesquisa básica, sem imediata incorporação ao processo tecnológico, não foi relegada a segundo plano e, tampouco, perdeu seu papel fundamental de capacitação e formação de recursos humanos técnico-científico. A política estadual de C&T tem buscado a modernização da base laboratorial das universidades. O enfoque diferenciado se dá na publicação de Editais, onde as Unidades da Secretaria se complementam na abordagem de Ciência e Tecnologia, buscando equacionar aspectos do tripé pesquisa/capacitação/inovação. Por outro lado, de maneira geral, a
C&T está pouco incorporada no cotidiano da sociedade, que a vê, muitas
vezes, como coisa de invenções individualizadas ou de pesquisa sem retorno
social. A questão da C&T não faz
parte do processo de discussão da sociedade, embora seu domínio seja
responsável pela divisão internacional da riqueza e agente fundamental a
promoção da inovação. Muitas vezes a sociedade não consegue, até mesmo pela
deficiência que têm as instituições responsáveis pela C&T no âmbito
regional, viabilizar soluções a partir da necessidade de novas tecnologias,
para resolver seus problemas cotidianos. As políticas implementadas tem buscado
equacionar esta questão em benefício da sociedade paranaesnse. As Universidades e Instituições de
Pesquisa, tem buscado retomar o seu
papel original de organizadora do ensino fundamental e médio sem perder a
perspectiva de produção do conhecimento, mas também, é importante que a
Universidade retome a responsabilidade de capacitação de profissionais com
relação aos outros níveis de ensino, como também realizar a transferência de
conhecimentos produzidos de tal forma que seja partícipe do esforço social de
melhoria da qualidade de vida das populações. As Universidades e Instituições de
Pesquisa, mesmo não substituindo o Estado na formulação de políticas e
transferência de conhecimentos, podem sim, participar de programas e projetos
induzidos pelas políticas governamentais, como projetos estratégicos de
governo. Iniciativas do Governo do Paraná, com
este objetivo, merecem registro. Primeiro a reestruturação dos institutos
públicos de pesquisa e de introdução de práticas de transferência de
conhecimento, onde as universidades participam na pesquisa aplicada e se
aproximam mais do desenvolvimento industrial. Em segundo se tem trabalhado com
o objetivo de incentivar projetos conjuntos ou parcerias com as universidades e
os institutos públicos de pesquisa, em forma de redes de pesquisa e
desenvolvimento de projetos. Em terceiro lugar, procurou-se melhorar a
administração dos projetos para que atenda uma adequada relação
custo/benefício, na reestruturação das unidades do sistema estadual de C&T.
Em quarto lugar foi necessário revigorar linhas de apoio institucional aos
grupos de pesquisadores com recursos para compra de equipamentos e expansão da
base laboratorial das instituições e melhorias de infra-estruturas das
universidades e instituições de pesquisa. É preciso formar cidadãos que lutem por seus direitos, o que
não se faz, normalmente, nas empresas. A capacitação de um país depende cada
vez menos de importação de máquinas e equipamentos que incorporem tecnologia, e
cada vez mais da capacidade de adaptação de sua força de trabalho a novas
situações. Esta é a característica das novas tecnologias e se torna imperativo
que se estabeleça claramente o papel que cada unidade de um sistema de C&T
deve desempenhar. Mas, além destas questões fundamentais, também se investiu
nas parcerias com prefeituras no desenvolvimento de tecnologias sociais. Não se
pode negligenciar o papel da SETI nesta linha de integração da pesquisa
aplicada desenvolvida nas Universidades e Instituições de Pesquisa. Com este
objetivo, parcerias com outros órgãos do governo merecem uma atenção
diferenciada. Se considerarmos a tese de que
estamos numa revolução tecnológica, e que essa revolução tem como exercício de
poder a informação, quem tiver a informação terá poder político no país e no
mundo. Portanto, o esforço para criar informação, disseminá-la é prioritário
ainda mais quando se envolve recursos públicos. A informação é estratégica e
deve ser prioritária em relação ao ensino, à pesquisa, ao desenvolvimento
industrial e no momento de definição de políticas públicas. O grande desafio,
portanto, é a universalização da Ciência e Tecnologia. Como estratégia de alinhamento com a política nacional de
desenvolvimento científico e tecnológico e também com vistas à captação de
recursos financeiros necessários ao atendimento das demandas e prioridades de
C&T do Paraná, a SETI, em suas unidades de desenvolvimento da Ciência e
Tecnologia, tem buscado ampliar suas
atividades por meio de parcerias com o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT)
com suas agências - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e
Tecnológico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) - o Ministério
da Saúde (MS) – com o Departamento de Ciência e Tecnologia (DECIT) - o
Ministério da Educação e Cultura (MEC) - com a Coordenação de Aperfeiçoamento
de Pessoal do Ensino Superior (CAPES) - e o Ministério do Desenvolvimento
Agrário (MDA), na gestão de programas e projetos específicos de interesse comum
ao Estado e à Nação. Para assegurar a necessária transparência e imparcialidade
em suas ações, a SETI, atua também através de chamadas públicas e
utiliza o processo universal de avaliação por pares, apoiando-se em comitês
assessores e consultores ad-hoc de
diferentes áreas do conhecimento, integrados por docentes e pesquisadores de
reconhecida competência e qualificação profissional. A SETI, através da Fundação Araucária de Apoio ao
Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, vem consolidando atividades
estão voltadas para o apoio à realização de estudos e pesquisas em diferentes
áreas do conhecimento técnico-científico e cultural, à formação de recursos humanos
e à disseminação dos avanços da pesquisa científica necessários para a elevação
social, econômica e tecnológica, segundo os eixos norteadores da política
estadual de C&T aprovada pelo Conselho Paranaense de Ciência e Tecnologia
(CCT-Paraná). A SETI,
através do Tecpar, tem ampliado o seu orçamento e gerado, com recursos
derivados da venda de vacinas e insumos imunobiológicos ao Ministério da Saúde
e da prestação de serviços tecnológicos (metrologia, ensaios laboratoriais,
emissão de certificados de conformidade de produtos e processo, métodos e
técnicas de inteligência artificial, informações tecnológicas, etc.) a empresas
do Paraná e de outros estados do Brasil. O SETI, tem
apoiado o Programa Parananense de Bioenergia e o Programa Brasileiro de Biodiesel.
Nessa área, realiza atividades de pesquisa, análises da especificações de
biodiesel produzidos por empresas brasileiras e testes de motores estacionários
e automotivos. Visando apoiar e orientar tecnicamente a produção de biodiesel
no Estado, está concluindo as
instalações de uma usina piloto de biodiesel com capacidade de produzir 500
litros/dia. Essa usina tem por objetivo avaliar a eficiência tecnológica e
econômica da produção de biodiesel com diferentes tipos de matérias primas. Em parceria com
a FIOCRUZ, através do Tecpar, conta também com o Instituto de Biologia
Molecular do Paraná – IBMP, cujas pesquisas e desenvolvimento de produtos vem
permitindo avançar na produção de kits diagnósticos de AIDS, Hepatitie C e
Hantavirus. Um dos principais
convênios com a FINEP se refere ao Programa de Geração de Exportações – PROGEX,
voltado para a prestação de serviços de extensão tecnológica às micros e
pequenas empresas do Estado. Com um objetivo semelhante e também com o apoio da
Finep o Tecpar vem estruturando Unidades Laboratoriais Móveis e adequadas à
prestação de serviços tecnológicos de segmentos específicos da indústria
paranaense. Através de consórcio com a FIEP, SEBRAE, LACTEC e IBQP, o Instituto
da SETI é uma das instituições responsáveis pelo Programa Juro Zero no Paraná,
cujos recursos, aportados pela Finep, estão voltados para o financiamento de projetos inovadores de micro e pequenas
empresas. Uma das
principais estratégias das Unidades da SETI
é a de interiorização de suas ações, com base no PROGEX , apoio a
arranjos produtivos locais e em projetos de estruturação de ativos tecnológicos
(p.ex., laboratórios) em municípios do Estado. A unidade da SETI, denominada Unidade Gestora do Fundo
Paraná (UGF) é, uma unidade administrativa interna da SETI que tem a função de
articular as demandas sociais, buscando ganhos sinérgicos entre governo, o
setor produtivo, centros de pesquisa e universidades. Assim, além de ser o
órgão gestor do Fundo Paraná, tem função específica de canalizar recursos para
o atendimento das demandas fundamentadas em estratégias prioritárias de
governo, induzindo programas, projetos e ações de forma flexível e dinâmica. A distribuição dos recursos do Fundo Paraná estabelece que,
até o limite de 50% dos recursos, devem ser aplicados em programas e projetos
estratégicos de órgãos e entidades públicas e privadas que se enquadrem nas
diretrizes do Estado. Portanto, este percentual de
recursos, deve proporcionar resultados de melhoria da qualidade de vida das
populações, agregação de valor, sem perder de vista a produção de conhecimento
pela pesquisa. São projetos de ação
governamental de pesquisa aplicada, transferência e difusão de conhecimento e
melhoria de indicadores sociais, econômicos e ambientais. Estes projetos devem
se sustentar com um conceito de “arranjos produtivos técnico-científicos”, onde
se exigem, a inserção de vários agentes, dentre eles, de forma imprescindível
as Universidades ou Instituições de Pesquisa. |
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