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DE 700 VAGAS PARA MENORES EM CONFLITO COM A LEI
DEVERÃO SER CRIADAS ATÉ O FINAL DESTE ANO
11/08/2005
Universidades estaduais deverão participar do Projeto
Aprendiz
Cerca
de 700 vagas para adolescentes em conflito com a lei deverão
ser criadas em órgãos públicos até
o final deste ano através do “Projeto Aprendiz”,
do Instituto de Ação Social do Paraná
(IASP), ligado à Secretaria do Trabalho. Destas, 300
destinam-se a Curitiba. Os adolescentes receberão meio
salário mínimo e vale-transporte para trabalhar
durante 20 horas semanais.
Para participar do projeto o adolescente deverá estar
estudando, ter renda familiar de até dois salarios
mínimos e ter de 14 a 18 anos incompletos. Os adolescentes
são inscritos no projeto pelas equipes técnicas
que os acompanham, formadas, entre outros profissionais, por
assistentes sociais.
Idealizado pelo Governo do Estado, o projeto tem apoio do
Fundo da Infância e Adolescência (FIA), que é
administrado pelo Conselho Regional da Criança e do
Adolescente, deverá ter as universidades estaduais
como parceiras.
O projeto foi implantado em março deste ano, com a
contratação de 90 adolescentes em conflito com
a lei. Esses adolescentes estão trabalhando em órgãos
da administração pública do Estado, aprendendo,
na prática, funções próprias da
área administrativa. A maioria dos adolescentes que
participam do projeto é do sexo masculino.
Universidades
Segundo Regina Bley, coordenadora do projeto, a responsabilidade
das universidades estaduais, que já têm alguma
experiência nesta área, será treinar os
adolescentes para as funções exigidas por órgãos
públicos. Esse treinamento, que dura de oito a nove
meses, consiste em aulas teóricas e práticas
sobre rotinas administrativas -- por exemplo, noções
de informática e de organização.
Segundo Regina, o que os adolescentes que já trabalham
no projeto “gostam de se sentir importantes, eles vivenciam
uma rotina que lhes dá novas perspectivas para o futuro”,
diz.
As universidades de Maringá (UEM) e de Ponta Grossa
(UEPG) já têm projetos similares, mas com adolescentes
que não estão em conflito com a lei. Essas instituições
também deverão ser parceiras do IASP em dois
seminários sobre erradicação do trabalho
infantil e combate à violência. Os eventos fazem
parte de um trabalho maior do instituto, relacionado à
capacitação dos conselhos tutelares e dos conselhos
municipais nos direitos fundamentais da criança e do
adolescente.
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