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Paraná
apresenta relatório preliminar de “Arranjos Produtivos”
30/07/2005
A
Rede Paranaense de Apoio aos APLs (Arranjos Produtivos Locais)
realizou, esta semana, na Secretaria de Estado do Planejamento
e Coordenação Geral, reunião extraordinária
para a apresentação da terceira etapa do processo
de identificação, caracterização,
tipologia e apoio na formulação de políticas
para os Arranjos Produtivos Locais. Esta terceira etapa consistiu
na elaboração do relatório com a caracterização
estrutural preliminar dos APLs selecionados como prioritários
e na elaboração da nota metodológica
para pesquisa de campo.
A
Rede é formada pelo Governo do Estado (por meio das
secretarias de Planejamento e Coordenação Geral;
da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul;
da Ciência e Tecnologia e Ensino Superior; do Tecpar;
do Ipardes e da Agência de Fomento), pelo Banco Regional
de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), pela Federação
das Indústrias do Estado do Paraná (Senai, IEL
e Sesi) e pelo Sebrae Paraná. Essas instituições
assinaram um termo de cooperação geral, em dezembro
do ano passado, pelo qual se comprometeram a agir em conjunto
e dentro de uma mesma metodologia nos APLs.
Mapeamento
- Na primeira etapa, o Ipardes e a Secretaria do Planejamento
fizeram um mapeamento dos possíveis APLs a serem apoiados
pela rede e identificaram mais de 100 aglomerações
de empresas de uma mesma atividade. Entre essas, foram selecionados
inicialmente 25 possíveis APLs que, numa segunda etapa,
foram visitados pelos técnicos da SEPL e pesquisadores
do Ipardes nos meses de junho e julho.
São
eles: móveis de metal, em Ponta Grossa; equipamentos
e implementos agrícolas, em Cascavel, Toledo e Cafelândia;
madeira e móveis, em Rio Negro; confecções
(facções), em Altônia; cerâmica
vermelha, em São Carlos do Ivaí; madeira e papel,
em Guarapuava; madeira, em Telêmaco Borba; colchões,
em Maringá; plásticos, em Londrina, Rolândia
e Ibiporã; couro e artefatos, em Londrina e Rolândia;
softwares avançados, em Curitiba e Londrina; softwares
embrionários,
em Maringá, Pato Branco e Dois Vizinhos; louças
e porcelana, em Campo Largo; cal e calcário, em Colombo
e Almirante Tamandaré; confecção infantil,
em Terra Roxa; confecções, em Maringá
e no Sudoeste (Ampére, Capanema, Dois Vizinhos, Francisco
Beltrão, Pato Branco, Santo Antônio do Sudoeste
e Verê); móveis, em Francisco Beltrão,
Ampére e Verê; malhas, em Imbituva; mandioca
e fécula, em Paranavaí e Amaporã; instrumentos
médico-hospitalares, em Curitiba; e metais sanitários
e torneiras, em Loanda, Santa Isabel do Ivaí e São
Pedro do Paraná. Nesses municípios foram feitos
contatos com instituições locais de apoio aos
empresários, universidades e empresas. No total, foram
visitadas mais de 200 empresas e instituições.
Não
foram validados na visita prévia: cerâmica vermelha
(São Carlos do Ivaí), colchões (Maringá),
confecções (Altônia), couro (Londrina,
Ibiporã e Rolândia), madeira (Telêmaco
Borba e Guarapuava), e plásticos (Londrina, Ibiporã,
Rolândia e Cambé). No entanto, essas concentrações
poderão ser validadas como APLs no futuro e devem ser
objetos de políticas institucionais setoriais. Por
já serem reconhecidos pela Rede APL, foram validados,
mas não foram visitados os APLs de bonés, de
Apucarana; confecções, de Cianorte; móveis,
de Arapongas; e de madeira e esquadrias, de “Porto União
da Vitória”.
“APL
de Saúde” - Arranjos Produtivos Locais podem
ser definidos como concentrações de empresas
de uma mesma atividade econômica em determinadas regiões,
e que apresentam características como cooperação
e protagonismo local. No Paraná, os programas de apoio
aos APLs vêm se estruturando há dois anos. O
Governo do Estado já apóia alguns mais evidentes,
como o de bonés, em Apucarana; de móveis de
madeira, em Arapongas; de confecções, em Cianorte;
de confecções de moda bebê, em Terra Roxa;
e de portas e janelas de madeira, em União da Vitória.
Durante
as visitas prévias, os técnicos do Ipardes e
da SEPL identificaram um APL que não havia sido captado
estatisticamente em 2003, quando foram iniciados os estudos.
Trata-se do “APL de Saúde”, de Campo Mourão,
que apresenta praticamente todas as características
de um Arranjo Produtivo Local. São 12 empresas que
projetam e fabricam equipamentos de saúde de alto valor
agregado, gerando 157 empregos diretos, sem levar em conta
as empresas fornecedoras.
A
próxima etapa, que deverá estar concluída
até setembro, será a de caracterização
estrutural geral e de pesquisa de campo, quando será
definida a equipe que vai trabalhar nessa fase.
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