Assistência jurídica da UEPG garante atendimento gratuito à população

1/06/2005


O Núcleo de Prática Jurídica “Professor Jugurta Gonçalves de Oliveira” da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) atendeu 1.076 pessoas, em março e abril, e prestou 579 atendimentos de 2 a 19 de maio deste ano. No balanço geral, durante os 41 dias letivos de 2005 foram registrados 1.655 atendimentos à comunidade.

Os serviços de assistência jurídica do Núcleo contam com o trabalho de 85 estagiários, alunos da disciplina Estágio de Prática Forense II. Com criação em 1973 e instalação em 1974, como Escritório Técnico Jurídico, o setor tem como objetivos o desenvolvimento da disciplina de estágio de prática forense e organização judiciária, bem como a formação profissional dos acadêmicos do curso de Direito da UEPG.

Desde a criação do Setor de Ciências Jurídicas e das unidades departamentais que o integram, o Núcleo de Prática Jurídica está vinculado ao Departamento de Direito Processual. A professora Gracia Maria Vassão Iesak responde pela coordenação do Núcleo. Para ela, a ação do Núcleo contribui para proporcionar a igualdade jurídica dos seres humanos, resgatando a cidadania perdida pelo empobrecimento material.

O Serviço de Assistência Jurídica destina-se ao atendimento daquelas pessoas que não dispõem de recursos para a contratação de advogado para resolver questões de seu interesse. Elas recorrem aos serviços UEPG, que se constitui num dos mais importantes espaços no processo de integração da universidade com a comunidade.

Ações - O trabalho de assistência jurídica, judiciária e justiça gratuita do núcleo já tem 30 anos de história, consolidada em atividades ininterruptas junto à população ponta-grossense. Para o atendimento, o Núcleo estabelece que os interessados devem ter um rendimento mensal de no máximo dois salários mínimos; e inexistência de bens, especialmente nos casos de separação e divórcio. Os bens imóveis somente poderão ser aceitos em caso de adoção e ação de alimentos, por se tratar de interesse de menor. Também no caso de mulheres carentes que pretendam ingressar com pedido de separação, com motivos para ação litigiosa. Ainda é exigida a comprovação de residência em Ponta Grossa.

Os advogados e estagiários do núcleo atenderam, em 2004, 3.857 pessoas, quando foram realizadas 141 audiências e ajuizadas 188 ações, no Juízo de Direito da Comarca de Ponta Grossa. No Juizado Especial Federal foram realizados 345 atendimentos e ajuizadas 190 ações perante a Circunscrição Judiciária de Ponta Grossa. Entre as ações ajuizadas pelo Núcleo de Prática Jurídica estão a investigação de paternidade, retificação de registro civil, adoção, tutela, guarda e responsabilidade, alvará judicial, interdição, ação e execução de alimentos, separação e divórcio. As ações protocolizadas junto ao Juizado Especial Federal envolvem concessão de aposentadoria, de auxílio doença, pensão por morte, revisão de aposentadoria, restabelecimento de benefício, concessão e restabelecimento de amparo assistencial.


 

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