Governo
do Paraná assina acordo com Instituto Nacional da Propriedade
Intelectual
06/6/2005
Um
acordo de cooperação assinado nesta segunda
(06) entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino
Superior (Seti) e o Instituto Nacional da Propriedade Intelectual
(INPI) vai permitir a formação de profissionais
especializados em inovação tecnológica
e registro de patentes. “É fundamental para o
desenvolvimento do Estado aprimorar a formação
de seus pesquisadores e técnicos para que possam atender
as exigências do mercado competitivo”, anunciou
o secretário.
Rizzi
falou na abertura do III Seminário sobre “A Propriedade
Intelectual como Fator de Inteligência Competitiva”,
promovido pela Secretaria/Instituto de Tecnologia do Paraná
(Tecpar), com apoio da Universidade Federal do Paraná
(UFPR), Sistema FIEP, Centro Federal de Educação
Tecnológica (Cefet-Pr) e instituições
nacionais e locais de desenvolvimento científico e
tecnológico. O seminário acontece no auditório
do Cietep, com presença do presidente do INPI, embaixador
Roberto Jaguaribe.
“Vivemos
hoje um tempo de profundas transformações científicas
e tecnológicas e de exigências de competitividade.
Neste cenário, a inovação tecnológica,
a propriedade intelectual e o registro de patentes são
fundamentais para o desenvolvimento do Estado”, afirmou
o secretário. Segundo ele, o Governo do Paraná,
através da Seti e Agência Paranaense de Propriedade
Industrial (APPI), com sede no Instituto de Tecnologia do
Paraná (Tecpar), em Curitiba, já vem fazendo
um trabalho nessa linha.
Iniciativas
- Por isto, informou, para reforçar este trabalho e
avançar nessas questões, oito técnicos
do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual estarão
em Curitiba a partir do dia 11, treinando pesquisadores e
técnicos da área. O treinamento será
dado na própria APPI. O treinamento prossegue até
o dia 17. Conforme ainda o secretário, várias
outras iniciativas vêm sendo tomadas pelo Governo do
Paraná para promover o desenvolvimento científico-tecnológico.
Entre
outras, estão a instalação no bairro
do Jardim Botânico, do Tecnocentro, concebido para funcionar
em sintonia com as demais instituições de ensino
superior, de pesquisa e da iniciativa privada – Universidade
Federal do Paraná, Sistema FIEP, Instituto Brasileiro
da Qualidade e Produtividade (IBQP).
A
idéia é estruturar, nesse bairro de Curitiba,
um conjunto de instituições indutoras do desenvolvimento
científico e tecnológico. “Dentro de uma
semana teremos a APPI dentro do Tecnocentro”, adiantou
o presidente do TECPAR, Mariano de Mattos Macedo. Além
dessa agência, também serão instaladas
no local várias incubadoras tecnológicas.
Patente
- Para o presidente do INPI, embaixador Roberto Jaguaribe,
o Brasil já é considerado um grande gerador
de conhecimento científico-tecnológico. O problema
- acrescentou, “é que somos subprodutores de
patentes”. Conforme Jaguaribe, o registro de patentes
no país está entre 0,1% e 0,2% ao ano, contra
1,6% de geração de conhecimento. “Mais
de 90% de todas as patentes são concedidas a empresas
fora do país. Isto é alarmante”, disse
ainda na abertura do seminário.
Na
opinião do presidente do Sistema FIEP, Rodrigo Rocha
Loures, o Paraná é o segundo Estado em inovação
tecnológica. “Nossa meta é fazer com que
o Estado também ocupe essa posição no
registro de patentes”, destacou. O empresário
defendeu uma nova cultura de gestão tecnológica
como forma de o país superar o atraso.
“Enquanto
a Coréia e França, por exemplo, registraram
no ano passado cerca de quatro mil patentes, o Brasil alcançou
apenas 130. Isso é muito pouco”, comentou, lembrando
ainda que o país gasta, em média, cerca de US$
2 bilhões/ano com remessas ao exterior, dedutíveis
do imposto de renda, para pagar esforços de pesquisa
feitos lá fora. “Mas internamente não
disponibiliza mais do que R$ 400 milhões para financiar
projetos de pesquisa e desenvolvimento”.
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