| Paraná
passa a ter duas universidades federais e 17 instituições
estaduais de ensino superior
11/10/2005
Foi
publicada no Diário Oficial da União de segunda-feira
(10) a Lei nº 11.184/2005, que transformou o Centro Federal
de Educação Tecnológica do Paraná
(Cefet) em Universidade Tecnológica Federal do Paraná
- UTFPR. Para o secretário em exercício da Secretaria
de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e ex-diretor
do Cefet (1988 – 1992), Artur Antonio Bertol, a transformação
da instituição em universidade tecnológica
retrata, acima de tudo, o mérito construído
ao longo da sua história.
“É
o coroamento de uma sucessão de bons trabalhos realizados”,
afirmou, lembrando que os cursos superiores ofertados pela
instituição estão entre os mais bem avaliados
do país. “O Cefet também possui bons programas
de pesquisa e a excelente capacitação de recursos
humanos”, disse. O Paraná agora terá duas
universidades federais e 17 instituições estaduais
de ensino superior (cinco universidades e doze faculdades).
A
primeira Universidade Tecnológica do país tem
6 campi - Curitiba, Medianeira, Sudoeste (Dois Vizinhos e
Pato Branco), Cornélio Procópio, Ponta Grossa
e Campo Mourão -, 15.363 mil estudantes distribuídos
em 40 cursos de graduação (Ciências, Engenharia
e Tecnologia), 6 cursos técnicos, 41 Especializações,
4 cursos de Mestrado e 1 curso de Doutorado. Contará
com 1330 professores, 539 técnicos administrativos
e um orçamento anual de R$ 98 milhões.
Bertol
foi professor de Física no Cefet e, como diretor, responsável
pela criação e implantação do
curso de Engenharia Mecânica e também do primeiro
programa de mestrado, o de Engenharia Elétrica e Informática
Industrial. “Junto com a UFPR e com o sistema estadual
de ensino superior o Cefet passa a ter um papel ainda maior
não só na formação de profissionais,
mas também no processo de desenvolvimento tecnológico
através da pesquisa e da extensão pois está
presente em todas as regiões do Estado”, afirmou.
O
ex-diretor lembrou também que o Centro iniciou suas
atividades voltando-se primeiro às habilidades manuais,
como ferraria, alfaiataria, artes em couro e metais, entre
várias outras, como forma de atender os desamparados
de então, evoluindo naturalmente para os cursos de
formação profissional e colegial técnico
e finalmente para os cursos superiores.
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